sexta-feira, dezembro 09, 2005

EXPLIQUEM LA AO PROFESSOR PORQUE CRESCE MAIS A ESPANHA DO QUE PORTUGAL

Cavaco Silva declarou ontem em Faro que não compreendia por que razão a Espanha estaria a crescer economicamente muito acima de Portugal. “Expliquem-me porquê...”, pedia ele.

Ora, a Espanha está a crescer economicamente à custa do Consumo Privado e da Construção. A tal ponto que os observadores económicos consideraram já que a Espanha vai estagnar a breve trecho.

PERGUNTA 1:
Considera Cavaco Silva que Portugal deveria crescer à custa do Consumo Privado e da Construção?

PERGUNTA 2:
Em caso afirmativo, acha que se deveria aumentar mais o salário mínimo e aumentar as pensões como forma de estimular o consumo daqueles que, segundo a teoria económica, têm maior propensão ao consumo, já que - coitados - não possuem muito mais senão para isso?

Mas se calhar trata-se, apenas, de um pretexto de Cavaco Silva para frisar a sua mensagem optimista. O Candidato não quer discutir verdadeiramente as razões profundas nem chamar as coisas pelos seus nomes. Quer falar. Mais uma vez. Aliás, conviria confrontar o candidato com diversas questões:

PERGUNTA 3:
Quer Cavaco Silva comentar sobre as causas da fraca competitividade da nossa agricultura? Lembra-se das políticas seguidas no seu tempo? Lembra-se que recebeu uns 100 milhões de contos para o abandono das pretensões nacionais?

PERGUNTA 4:
Quer Cavaco Silva comentar a política cambial seguida no tempo do chamado “escudo forte”, na década de 90, quando a ideia era de que apenas um choque “externo”, via cambial, iria obrigar os nossos industriais a reestruturar-se?

PERGUNTA 5:
Quer comentar a ideia que tinha na altura desses industriais que, na sua opinião, viviam sombra da desvalorização do escudo?
Como não eram competitivos estavam sempre a pedir que se desvalorizasse o escudo e com essa desvalorização aumentava o preço das importações e, por isso, a inflação em Portugal. Só que... o que foi que aconteceu em Portugal?

PERGUNTA 6:
Quer comentar os efeitos que teve essa sua política de “escudo forte” no tecido produtivo industrial? Houve reestruturação? Não? Porquê? Porque será que a sua política falhou?

PERGUNTA 7:
Ou será – como defende o economista João Ferreira do Amaral - que essa política acabou por incentivar o sector da construção e outros ramos que não estão em competitividade com o exterior?

Então, professor Cavaco, como pretende ajudar agora o país?

3 Comments:

Blogger Arrebenta said...

O Cartaz, finalmente chegou.

Foram muitas horas de pose, muito tempo de trabalho de Photoshop, um suave correr de filtros e efeitos especiais, até que todos nós chegássemos ao que já se sabia.

Há naquele estranho cartaz, em que se insiste em confundir Cavaco com Portugal, um apelo à frontalidade dos olhos.

Há um pouco de Louçã e de Maria de Lourdes Modesto.

Não é um mero retrato que se fique pela película do físico; não, também há uma suspeita de profundidade psicológica, o pormenor do olho esquerdo ligeiramente descaído, na tradição dos grandes mestres, como Van Eyck, Leonardo ou Hockney, que deixam antever os maravilhosos movimentos brownianos da Alma.

As pálpebras semi-cerradas deixam sentir que ali dentro palpita algo mais do que números: há também a musicalidade de uma caixa registadora, a brisa de uma revoada de títulos do Tesouro, a poesia de um relatório da Bolsa de Hong-Kong, mas declamado por Eunice Muñoz.

Para os que insistiam em ver ali um homem duro, há doravante toda uma infinita aura de sensibilidade, e um novo carisma: por fora, continua o velho vampiro de Boliqueime, mas, bem lá dentro, há agora uma infinita Katia Guerreiro.

sábado, dezembro 10, 2005 12:15:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

España creció gracias a Aznar. Con Zapatero España se va a la mierda.....

sábado, dezembro 10, 2005 9:26:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

A espanha cresce, e continuará, graças aos espanhóis; Mais nada ! E não o têm lá, a si....Claro

domingo, dezembro 11, 2005 12:39:00 da tarde  

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